Diálogos 2015: entrevistas

Andressa Miiashiro abre a série de entrevistas com os palestrantes do seminário.
Andressa Miiashiro é coach e consultora da Lotus Talentos. Psicóloga, Pós-Graduada em Administração em RH pela FAAP e em Psicodrama pela PUC SP (veja biografia aqui). No seminário Diálogos 2015 vai integrar o Painel Convergência das técnicas: o que nos une na busca das transformações necessárias (veja detalhes da programação aqui).

Abordará a importância do coaching num processo de GMO e o desenvolvimento do líder. Conheça mais sobre esse assunto, acompanhando esta entrevista.

 

Conte um pouco sobre sua trajetória profissional.
Sou coautora de um livro de coaching e escrevo artigos sobre coaching e liderança. Prezo de forma profunda o aprendizado e aperfeiçoamento. Fiz diversas formações de coaching com o intuito de entender cada cliente em  suas diversidades. Fiz especializações em coaching pelas abordagens do psicodrama, psicologia positiva, antroposofia, entre outros olhares do ser humano. Nos últimos anos comecei a trabalhar com o desenvolvimento de líderes. A parte de coaching teve início quando eu trabalhava numa grande empresa com um projeto de desenvolvimento de líder. Este projeto foi uma grande mudança porque a empresa é tradicional. Na época, eu iniciei minha própria consultoria em paralelo, onde eu trabalhava aos sábados. Saí dessa grande empresa em 2013 e hoje eles são um dos meus clientes. Atualmente, trabalho com coaching executivo, coaching de carreira e de negócios.

 

As técnicas de coaching auxiliam em GMO? De que maneira?
O coaching é um processo que pode ser usado como método, onde o profissional passa pelo processo de 10 sessões, ou como aprendizado de técnicas que têm o objetivo de alcançar resultados e provocar mudanças. Digo que efetivamente mudamos de um estado atual ao desejado, agindo e fazendo diferente, por isso as técnicas de coaching podem auxiliar plenamente a área de GMO, que traz em sua essência mudanças e melhorias. Por exemplo, as técnicas de coaching ajudam o líder de projeto no momento de diagnóstico, que por meio de uma escuta ativa compreenderá de forma genuína o contexto, a cultura e a dinâmica dos processos. É por meio do diálogo e da escuta que o líder do projeto colhe as informações imprescindíveis para o andamento de seu projeto. As técnicas de coaching ajudam também na elaboração de perguntas reflexivas para que fortaleça o protagonismo e comprometimento de seu cliente, pois ele será responsável por trazer com engajamento e mais responsabilidade suas expectativas. Com estas técnicas o líder conseguirá fazer um diagnóstico assertivo e criar com o cliente um plano de ação efetivo. No coaching trabalhamos o autoconhecimento, seja pessoal ou organizacional, onde o líder ajudará seus colaboradores a identificar os pontos fortes, pontos de melhoria da área, processos ou sistemas. Ao meu ver, um líder de projeto, com postura de um coach, atua como um grande facilitador, em que buscará ao máximo possível a participação de seus colaboradores, provocando para que as soluções sejam alcançadas em conjunto. Assim, sua equipe será convidada a se sentir responsável pelo êxito do processo, e não deixar somente sobre as mãos do líder do projeto. Por meio da cultura de coaching todos se tornam atuantes e responsáveis. Todos são convidados a perceber o que estão fazendo bem e podem fazer diferente, o foco está na solução e na pré-disposição em querer buscar o melhor de cada um, o melhor de cada processo,  de cada área e assim sucessivamente.

 

Na GMO, quando é a hora de aplicar o processo de coaching no profissional?
O processo de coaching pode ajudar o profissional a alavancar seus resultados. O coaching ajuda o profissional a perceber melhor sua atuação por meio do autoconhecimento ao ampliar o olhar de si mesmo e consequentemente aumentando seu repertório de ação. Assim, pode ter clareza em perceber quais são as atitudes que estão lhe aproximando dos seus resultados e também aquelas que podem estar lhe distanciando.  O processo de coaching pode ser usado quando o profissional quer buscar melhor performance e também para aqueles que sentem que seu desempenho não está conforme gostariam e acreditam que  podem desenvolver alguma competência como comunicação, relacionamento interpessoal, delegação, liderança, planejamento, gerenciamento do tempo, entre outras. O grande ganho no coaching é que o profissional busca a sua melhoria a partir de seus pontos fortes, potencializando o que há como talento e sabendo administrar seus pontos fracos.

 

Fale um pouco sobre o papel do líder na GMO
O líder é um grande agente de mudança. Precisa estar confiante para contar com as pessoas e entender que é uma troca, um compartilhamento. O líder vai ser o impulsionador para tirar o projeto do papel e envolver as pessoas para que aconteça. O gestor vai orquestrar tudo isso ao mobilizar as pessoas, mantendo a transparência e minimizando a insegurança para que a mudança aconteça de forma sustentável.

 

Leia as entrevistas de outros palestrantes presentes no seminário Diálogos 2015:
Veridiana Rotondaro Pereira   Marco Antonio Oliveira   Helena Mihoko Miyahara
Renan Silva     Eliane Satie     Marcia Baggio   Ana Maria Rossi

 

Acompanhe também as entrevistas dos palestrantes na edição de 2014 do seminário:
Lyrian Faria   Cláudia Servulo   Herlon Goelzer de Almeida   Aron Zylberman
Fernando Barros de Sá     Gilvan Righetti   Prof.Dr.Luiz A.Stevanato   Catarina Silveira

 

dialogos201516 e 17 de setembro
Club Transatlântico – São Paulo – SP

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