Diálogos 2014: 2ª edição mantém GMO em pauta

Pelo segundo ano consecutivo, um espaço para reflexão, trocas e aprendizados, trazendo temas relacionados a Gestão de Mudanças Organizacionais para o foco das discussões

Novamente a consultoria oferece o espaço ideal para reflexão, contando com palestras, exposição e atividades interligadas a oficinas, garantindo novas formas de lidar com as ideias de mudança e participação. A versão de Diálogos 2014 aconteceu nos dias 17 e 18 de setembro no espaço do Hotel Transamérica Prime International.

O foco de eventos como este é a criação de valor por meio de palestras e ações interativas, repetindo o conceito de 2013 de mesclar teoria em GMO e prática na vivência de situações novas. Os presentes são convidados a experimentar algo novo, projetando atividades que os farão repensar conceitos pré-estabelecidos e que auxiliarão nas discussões durante os Painéis Temáticos.

O formato de Diálogos 2014 se manteve diversificado e inovador. Palestras e debates reúnem executivos de grandes empresas em torno dos principais temas de GMO. Oficinas especiais e exposição completam o seminário.

Nas apresentações iniciais os temas discutidos esbarraram em método estruturado para ações de GMO e na necessidade de compreender a cultura das empresas em profundidade, para além dos quadros estampados nas paredes. Observar o que é realmente feito e aquilo que é declarado nas organizações.

O Encontro 2014 foi também um espaço para compartilhar vivências e experiências práticas de GMO: José Ricardo Amaro, Diretor de RH da Edenred Brasil contou o caso de sucesso da Fusão e Aquisição das empresas BR Turbo, iBest e IG, dando origem a IG. Após a fusão, houve a necessidade de a companhia ficar atenta às questões pessoais e decisões familiares, pois durante esse processo aconteceria a migração dos funcionários de Brasília para São Paulo. Por isso, houve a criação de um programa de recolocação dos cônjuges com a proposta de estabilizar todas as mudanças na vida de cada profissional que estava sendo avaliado. O processo foi concluído da melhor forma possível utilizando uma estrutura muito mais eficiente (duração de cerca de dois a três meses) com o principal interesse de dar andamento à gestão de conhecimento.

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Da esquerda para a direita: Prof.Dr.Luiz A.Stevanato, Alberto Wagner Teixeira Campos e José Ricardo Amaro

Alberto Wagner Teixeira, Diretor de TI do Grupo Localiza, pontuou que o principal problema da tecnologia são as pessoas, pois quando a solução é criada, muitas vezes as pessoas permanecem na zona de conforto. A fim de minimizar este problema, Alberto criou salas de produtividade, um modo alternativo e descontraído para a inovação e o desenvolvimento das atividades necessárias no novo sistema.

Gilvan Righetti, terapeuta em alinhamento emocional e Coach de executivos, explicou que o desenvolvimento dos negócios está atrelado aos produtos e serviços oferecidos pelas companhias, mas que para alcançar a meta, as pessoas são quem realmente fazem a diferença. O executivo disse ainda ter aprendido que oportunidades não podem ser ignoradas, todas devem ser avaliadas e analisadas para que se possa avançar. Quando convidado para trabalhar na Odebrecht da Líbia, Gilvan identificou uma oportunidade de ampliar seu conhecimento cultural e a analisou como um desafio. Já na Wurth, empresa automotiva alemã, seu grande desafio era a rotatividade dos vendedores. Após identificar qual era a mudança necessária, o executivo reportou aos patrocinadores, os quais o apoiaram e oficializaram a transformação.

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Gilvan Righetti

Painel: Integrando Metodologias para conduzir Mudanças

Lyrian Faria

O painel foi aberto com a apresentação dos processos de gestão de mudanças em uma empresa em transformação: Gestão da Prontidão Organizacional; Gestão da Transição; Gestão do Conhecimento; Gestão das Pessoas e Gestão da Comunicação. Na abertura, Lyrian Faria, sócia-diretora da Dynamica, apontou os principais desafios das organizações para enfrentar as etapas necessárias para governança, além de ressaltar a metodologia própria, usada pela Dynamica Consultoria, para atender as demandas de seus clientes.

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer as experiências vividas na SERASA Experian, apresentadas pela gerente do PPMO (Project and Process Management Office) da empresa, Alessandra Rodrigues, e na EPHROM Business Transformation, por Fernando Barros de Sá, especialista em projetos e inovação. A empresa, que conta com o plano de estratégia para os próximos três anos com detalhes da execução e gestão de resultados, possui o desafio diário para dar andamento aos processos, na qual toda a execução está alinhada à transformação organizacional, à liderança formal & situacional, ao envolvimento de várias pessoas e ao relacionamento interpessoal, além da gestão de conflitos. Para superar os desafios de suas transformações, a empresa conta com a ferramenta TalkProcess, apresentada durante o evento. Trata-se de uma solução especializada e de alto valor técnico-metodológico, voltada para o levantamento, desenho e melhoria colaborativa de processos de negócios.

Alessandra Rodrigues

Alessandra Rodrigues

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Fernando Barros de Sá

Painel: Sustentabilidade e Mudanças

A especialista e também consultora da Dynamica, Catarina Silveira chamou a atenção dos participantes sobre os reais motivos para se trabalhar com a sustentabilidade nas empresas, expondo pontos preocupantes como a capacidade do homem em esgotar todos os recursos renováveis que a natureza é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano, em apenas oito meses. Catarina compartilhou ainda informações sobre a pesquisa da “New Era of Sustainability”, realizada pelo Pacto Global das Nações Unidas, em 2010, a qual deixa claro que 93% dos CEOs acreditam que as questões de sustentabilidade serão críticas para o sucesso futuro do negócio; 96% deles ainda acreditam que a sustentabilidade deve ser plenamente integrada na estratégia e nas operações de uma empresa; outros 88% creem que a integração da sustentabilidade deve ser feita em sua cadeia de suprimentos, sendo que 54% acreditam que isto foi conseguido na sua empresa.

Catarina Silveira

Catarina Silveira

Aron Zyberman

Aron Zylberman, Diretor Executivo do Instituto Cyrela, falou sobre Ética e Sustentabilidade Socioambiental e comentou que sustentabilidade é viver da “renda mínima”, da terra, utilizando a capacidade de prover serviços ambientais, que fazem parte do capital natural, e capital social, uma vez que os recursos estão se esgotando. Durante seu discurso, Aron mostrou a situação de escassez de recursos fundamentais para o bom funcionamento da sociedade, destacando a importância da mudança dos modelos de negócios para que a sobrevivência das espécies, inclusive a humana, não seja comprometida. O executivo também relatou que, em 2050, precisaremos de três planetas Terra para viver, o que terá impacto direto na vida das pessoas. “Atualmente, a reprodução dos peixes está em declínio. Possivelmente, em 2050, o consumo de peixe será restrito às pessoas muito ricas. Há mais de uma década se discute que chegaríamos a essa situação com relação à falta de água, não só em São Paulo, mas também em outras metrópoles. Não existe uma ação voltada para a demanda dentro do modelo utilizado pela Sabesp. E assim, economicamente, somos extremamente afetados e todas as empresas também serão atingidas.”, explica Aron.
Para o executivo, as empresas devem focar nos resultados em longo prazo e fornecer produtos e serviços que beneficiem a sociedade.

Já Herlon Goelzer, assistente do Diretor Geral Brasileiro da Itaipu Binacional, exibiu o Sistema de Gestão da Sustentabilidade – SGS, o qual auxilia a execução do Plano Empresarial, na rota da Visão 2020 da Itaipu Binacional, coordenado por ele. O sistema trata-se também de uma gestão de mudança, não só gerencial, como comportamental. Segundo a rota de Visão 2020 da companhia, seu objetivo é consolidar-se como geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo. Herlon relata que apesar do SGS estar caminhando de forma adequada, seu maior problema está relacionado à gestão de pessoas. “Algumas pessoas dentro da empresa têm dificuldade de entender e realizar ações sustentáveis. A participação em eventos como esse é de grande valia, pois como há ajustes a serem feitos em todos os processos, a troca de informações e experiências com os participantes, nos permite enxergar novos horizontes.”.

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Herlon Goelzer

Cláudia Sérvulo, responsável pela gerência corporativa de comunicação e responsabilidade social do Grupo Solví, apresentou um case do grupo que mostrou, de forma clara, a preocupação da empresa em ser sustentável. Ela deu exemplos das dificuldades vividas no dia-a-dia na relação com o executivo da área de unidade de negócios. Segundo ela, há a equação Competitividade X Sustentabilidade, pois, na visão dos executivos, pelo fato de a empresar ter que seguir uma série de ações sustentáveis, acaba perdendo oportunidades de fechar negócios, já que possui um preço mais elevado que o da concorrência. Sustentabilidade deveria ser um jeito de ser e de fazer, ser a visão para sustentar o negócio da empresa. Segundo ela, no mercado ainda há uma incoerência entre o discurso e a prática.

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Cláudia Sérvulo

Painel: Perfil do profissional que atua com mudanças

Rafael Paim, fundador da Enjourney Consultoria e especialista em processos, provocou os participantes com temas sobre o posicionamento dos profissionais em suas organizações. Ele ressaltou a necessidade de oferecer autonomia para o líder mudar, pois só assim ele perceberá o porquê da mudança. O palestrante ainda advertiu que mudar é bastante difícil, uma vez que nesse momento perde-se aquilo ao qual se estava habituado, e para isso é preciso estar preparado para essa mudança.
Já Célia Dutra, Diretora de RH da Cosan S.A., questionou se existe um perfil de profissional de mudança. De acordo com ela talvez não exista e, por isso, precisamos focar em cultura quando falamos em mudança, pois ela que é o agente dessa ação. Sendo assim, a grande questão, na verdade, é a gestão da cultura. Como exemplo citou que o RH cuida da cultura e olha a mudança no dia-a-dia. A empresa fala de mudança, mas deixa o modelo de remuneração antigo e isso confunde o colaborador.
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Rafael Paim

Célia Dutra

Tereza Xavier

Renan Silva

Tereza Xavier, Gerente de Gestão de Mudanças do BNDES, demonstrou a estrutura do banco, mostrando seus processos e projetos, iniciados em 2010, e que seguem até os dias atuais em pleno funcionamento.
Já Renan Silva, Coordenador do PMO Corporativo da Serasa Experian, explicou como é o perfil do patrocinador dentro de sua empresa além de abordar assuntos como a indispensável clareza da visão estratégica de projetos; o senso de necessidade e urgência e a autoridade executiva para superar obstáculos. Além disso, complementou apresentando as diferenças entre mudanças Evolutivas x Reativas.
Ao final das apresentações, Rafael Paim convidou os palestrantes a se sentarem entre os participantes para responder a algumas perguntas. A ideia foi de que todos pudessem interagir com a “mudança”, além de explicar a necessidade de declarar a mudança e instalá-la.
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Mudanças com bom humor

O ilustrador e cartunista Sizenando, colaborador da área de comunicação da Dynamica Consultoria, repetiu a experiência iniciada na 1ª edição dos Diálogos expondo seus desenhos de humor criados a partir dos temas das apresentações e discussões realizadas durante os Painéis Temáticos. Sizenando explica sua a importância de sua participação: “a ideia é sintetizar os conceitos em discussão e o desenho de humor permite abrir novos ângulos sobre os assuntos tratados. E a receptividade dos participantes do seminário é muito positiva”, afirma o cartunista. Visite artigo do blog sobre humor corporativo.

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Oficinas para novas experiências

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Flávio Tavares

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D’arcy Dorman

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Nany di Lima

Os participantes puderam escolher entre as três oficinas oferecidas pela Dynamica Consultoria:

Jogando com Novas Estratégias: Flávio Tavares, sócio presidente da Imperium Logística, ofereceu aos participantes um jogo de xadrez em grupo, utilizado para reforçar de forma vivencial a oportunidade assimilar regras diante de problemas novos e enfrentá-los dividindo responsabilidades com o planejamento de ações conjuntas.

Brincando com Conceitos: liderada por D’arcy Dorman, pesquisador visitante do CNPq, estimulou o confronto de opiniões ou ideias preconcebidas para que o visitante pudesse enxergar a partir de novas perspectivas, recriando conceitos e renovando concepções por meio das técnicas de Action Learning.

Oficinas teatrais: Nany di Lima Psicóloga, Diretora de Teatro e Consultora de RH, propôs exercícios em grupo, possibilitando o entendimento do timing de falar, de se tornar ouvinte e de lidar com suas atividades.
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