Como avaliar e desenvolver líderes para tempos de mudanças

Liderança não tem a ver com cargos nas estruturas organizacionais, títulos ou posições e sim com um posicionamento, uma escolha: trata-se da capacidade de influenciar outros a se moverem para a realização de objetivos comuns. Mas será que nossos líderes estão prontos para enfrentar as mudanças constantes dentro e fora de suas organizações no cenário atual que vivemos (Mundo VUCA) e era do empoderamento criativo? Como eles podem se preparar melhor para realmente ser os exemplos positivos para seus times?

 

 

O líder é aquele que é capaz de fazer com que pessoas comuns façam coisas incomuns” (Peter Drucker), ou seja, utiliza o máximo de seu potencial em prol de resultados e objetivos comuns.

 

O cenário empresarial necessita de líderes qualificados que conduzam adequadamente as empresas e suas equipes para atender às exigências de qualidade, produtividade e competitividade nos negócios. Eles precisam estar preparados para lidar com diferentes cenários, pois a empresa e os desafios evoluem e mudam, e assim surgem novas situações para acompanhar a dinâmica dos negócios. Nesse contexto, é fundamental que adotem a prática de se conhecer cada vez melhor. Reconhecer o estilo de liderança predominante em sua conduta como líder é um importante passo para o autodesenvolvimento e para compreender como gerenciar suas equipes de forma eficaz. Para isso, existem algumas ferramentas que podem auxiliá-los.

 

Confira as nossas dicas para assessment de lideranças!

 

Segundo Dee Hock, escritor, pensador e fundador e ex CEO da VISA, “invista 40% do seu tempo gerenciando a si próprio – sua ética, seu caráter, seus princípios, motivação e conduta. Pelo menos 30% gerenciando os que têm autoridade sobre você e 15% gerenciando seus pares. Use os restantes 15% para estimular aqueles para quem você trabalha a entender e praticar esta teoria”.

 

Produzir resultados cada vez melhores é um objetivo comum entre empresas competitivas. Mas como desenvolver o máximo potencial de seus colaboradores? É preciso criar condições para o LifeLong Learning. E isso vai muito além das competências técnicas. Apostar no desenvolvimento cognitivo, intelectual e emocional dos colaboradores, os chamados soft skills, é essencial para organizações que almejam atingir os maiores níveis de excelência. O assessment, pode ajudar no planejamento de carreira. Mas afinal, o que é isso?

 

O termo “assessment” pode ser traduzido como “avaliação”. Consiste em um conjunto de ferramentas que permite a avaliação, orientação e desenvolvimento pessoal, possibilitando criar condições para  que as competências sejam desenvolvidas e aplicadas na prática.

 

No caso de profissionais em cargo de gestão, de qualquer nível hierárquico, o objetivo central é permitir o autoconhecimento e consciência. Com isso, exercerá melhor sua responsabilidade principal de gerir pessoas, focado em desenvolver novos líderes. 

 

Os dados coletados em um processo de assessment permitem que empresas e pessoas tracem uma estratégia de crescimento, a partir de um embasamento estatístico, científico, para delimitar escolhas que determinam os rumos da organização, no que se refere ao gerenciamento do capital humano.

 

Alguns instrumentos de assessment

 

1. Avaliação Comportamental

Existem vários instrumentos que estão hoje disponíveis no mercado. Como MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), desenvolvido com base na teoria dos tipos psicológicos de Carl Gustav Jung; Herrmann Brain Dominance que trabalho com modelo de preferências cerebrais criado por Ned Herrmann e o DISC, criado por William Moulton Marston, para examinar o comportamento dos indivíduos em um determinado ambiente e identifica quatro principais tendências de comportamento no trabalho: Dominância, Influência, Estabilidade e Cautela.

Atualmente temos acompanhado a aplicação da ferramenta de mapeamento de perfil comportamental denominada Profiler. Desenvolvida com amplos estudos e pesquisas, baseando-se não somente na metodologia DISC, mas em outras teorias comportamentais e filósofos tais quais: Jung no que se refere ao MBTI, Lumina Spark, Herrmann Brain Dominance, Learning Orientation Questionnaire, Etologia, Psicologia Comparativa e Hipócrates. Os perfis comportamentais detectados pelo Profiler são: Comunicador, Executor, Planejador e Analista. Essa ferramenta possibilita verificar se o perfil está alinhado ao cargo em que atua e permite a construção de um Plano de Desenvolvimento Individual mais assertivo.

 

2. Avaliação de Inteligência Emocional

Em assessment, esta ferramenta permite que se compreenda os pontos fortes e fracos da personalidade decorrentes de suas emoções, identificando competências para lidar com conflitos, reagir a situações de estresse e buscar soluções. O autoconhecimento emocional é o primeiro passo para que se possa quebrar padrões negativos e ter um desempenho melhor.

 

3. Assessment de Competências

Enfoca na avaliação das habilidades intelectuais, incluindo a capacidade de raciocínio abstrato para resolução de problemas. O objetivo primordial é apresentar um panorama geral das principais características de um indivíduo e compará-las às exigências profissionais de um cargo específico. Entre as habilidades avaliadas, é possível citar a capacidade de processamento de informações e a análise crítica, entre outras aptidões.

 

Qual estilo de gestão predomina na sua empresa?

Para determinar as competências necessárias ao líder é requisito que se observe os contextos de sua atuação. No entanto, existem habilidades que favorecem a eficácia de seu desempenho, independentemente do porte da empresa, do setor de atuação, do tempo de existência do negócio e do número de pessoas na equipe.

 

É possível melhorar a prática de liderança, por exemplo, se o líder souber comunicar-se com clareza; planejar e monitorar resultados; conseguir mediar conflitos; ouvir as pessoas e observar condutas; atribuir metas e objetivos comuns; trabalhar em equipe e delegar.

 

Cada estilo de liderança influencia de modos diferentes no ambiente de trabalho, no comportamento do time e no desenvolvimento de projetos e tarefas do dia a dia. Vejamos:

 

Dominância

Indica dinamismo nas relações interpessoais, bem como tomada de decisões rápidas, assume postura de comando, e demonstra dominância. Expõem-se a riscos e gosta de mudanças. Prefere dar ordens a recebê-las. Alguém com o ponto de Dominância mais elevado, geralmente exerce um tipo de liderança por comando, tendo pulso para determinar onde deseja chegar e passando mais ordens do que instruções. Tende a não receber sugestões.

 

Informalidade

Indica desprendimento a regras e padrões pré-estabelecidos, geralmente alegre e descontraído, mais voltado para pessoas do que para tarefas, preferindo assim alcançar seus objetivos por meio do diálogo e relacionamentos. O destaque neste ponto indica um líder mais franco, aberto e agregador. Geralmente é mais informal nos relacionamentos.

 

Condescendência

Geralmente são pessoas mais introspectivas, não gostam de se expor a riscos e têm muito foco. Possuem atenção às metas e gostam de cumpri-las. Preferem não ser autoritários e geralmente adotam uma liderança mais aberta a opiniões e sugestões. São mais receptivos a críticas e tendem a absorvê-las. Exercem liderança passando instruções e direcionando sua equipe para atingir os valores cujas necessidades foram explicadas.

 

Formalidade

São focadas no trabalho, preferem alcançar seus objetivos mais pelo trabalho árduo do que pela conversa. São mais controladores e jogam pelas regras do jogo. Geralmente são mais racionais e formais. Seu estilo de liderança é mais preciso. Tendem a ter poucos diálogos, e relacionamentos mais superficiais no trabalho em detrimento das atividades diárias.

 

Seja qual for o estágio de maturidade em que se encontra o líder, o importante é que os soft skills podem ser sempre aprimorados. A liderança é uma habilidade que se desenvolve nos desafios impostos pelo dia a dia empresarial e deve ser aprimorada de forma contínua, tendo o lifelong learning (saiba mais) como valor pessoal. 

 

O Líder Ágil

O líder é responsável pelo desenvolvimento de uma cultura ágil e colaborativa.

Por trás das máquinas, computadores e smartphones, há seres humanos que, diariamente, precisam tomar decisões, produzir e gerar resultados. É por isso que, frente à transformação digital, o modelo de gestão norteado por uma mentalidade de comando e controle, tornou-se defasado.

 

O líder é responsável pelo desenvolvimento de uma cultura ágil e colaborativa. Neste novo cenário onde a única certeza que se tem é a das mudanças, os skills dos líderes devem ser condizentes com as novas demandas: co-criação de soluções pensando em todos os envolvidos na Organização.

 

A liderança ágil é focada nas pessoas. O time precisa de direção; clareza sobre suas responsabilidades; prazos discutidos e o líder precisa fornecer isso, mas tendo como foco e deixando claro que o time levará a empresa a resultados coletivos de sucesso. O líder ágil convive com a incerteza; então constrói planos mais curtos e compartilhados, a fim de ser mais rápido em tentar soluções novas, mediante eventuais falhas.

 

Dicas da Dynamica

O que se espera de um bom líder:

  1. Lidere pelo exemplo, sempre. Não há outro meio.
  2. Se reinvente rapidamente. Se algo der errado, busque soluções rápidas.
  3. Energize e motive seu time
  4. Empodere sua equipe
  5. Forme Times de Alto Desempenho
  6. Comunique: mudanças, resultados esperados, divisão das responsabilidades e as diretrizes da cultura organizacional. E garanta que entenderam.
  7. Negocie parcerias e angarie colaborações junto às demais lideranças
  8. Patrocine fortemente as mudanças
  9. Administre os conflitos com sensibilidade para conciliar as divergências, estimulando o crescimento do time e da empresa.
  10. Aja de forma harmoniosa, com humildade para aprender com seus colaboradores.

(Fonte principal: Curso Liderança Ágil – Dynamica Consultoria)

 

Liderança e Cultura

Cultura Organizacional como abordado no texto “Liderança na construção da cultura” é  o conjunto de pressupostos básicos ou crenças que um grupo inventou, descobriu ou desenvolveu ao aprender como lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna e que funcionaram bem o suficiente para serem considerados válidos e ensinados a novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir, em relação a esses problemas. Por que é importante falar de Cultura quando pensamos na Liderança? Porque são os líderes que a transmitem pelo exemplo. Discurso e prática devem andar juntos: não adianta ter um quadro de gestão à vista, mas as comunicações serem engessadas; ainda não haverá a transparência como valor … Trabalhar em espaço aberto não necessariamente traduz a postura da liderança de ouvir a ideia de seus times. Como líderes, somos responsáveis pela cultura da empresa em que estamos. Então quando falamos: “isso é um problema de cultura”… é um problema NOSSO.

 

Liderança e Comunicação

A comunicação é chave para o desenvolvimento pessoal e na construção de times. Palavra derivada do termo latino “communicare” que significa “partilhar, participar algo, tornar comum”. 

 

Tornar comum e partilhar são ações que demandam tempo e dedicação e precisam ser feitas de forma ativa. Ouvir é uma atitude passiva e escutar é uma atitude ativa. Usamos nossos ouvidos para ouvir e nosso cérebro para escutar. Portanto, desenvolver a escuta ativa é fundamental para o desenvolvimento de um ambiente saudável, integrado e transparente em seus valores. 

 

Outro aspecto importante nesse contexto de comunicação é trabalhar, de fato, a compreensão do conteúdo. Compreender requer questionamentos e a busca pelas respostas. Para compreender não se pode ser apático, conformado, estagnado. E uma liderança ágil deve focar na compreensão real da mensagem, pois pessoas comprometidas, agem.

 

É pela comunicação que o líder:

  • Expõe os direcionamentos para a equipe. E ouve feedbacks.
  • Compartilha objetivos que devem ser alcançados. E dialoga sobre metas e resultados.
  • Ressalta o quanto todos podem ser beneficiados se os objetivos forem alcançados. E motiva na direção certa.
  • Orienta sobre os novos rumos adotados pela empresa diante de mudanças. E escuta os questionamentos.
  • Estimula um ambiente produtivo e participativo, proporcionando espaço para que a equipe possa falar sobre os problemas ou dificuldades em suas tarefas. E torna o ambiente de trabalho prazeroso e divertido.
  • Compartilha as ações com os colaboradores. E assume responsabilidades. 
  • Agradece a dedicação e o empenho da sua equipe. E reconhece a contribuição de cada um. 
  • Demonstra respeito pelo que o outro apresenta. E se interessa, verdadeiramente, pela jornada de cada pessoa.

O novo cenário no ambiente corporativo exige mudanças rápidas. Participe da nossa 2ª turma do Curso de Liderança Ágil, que acontecerá agora em setembro, em que trataremos sobre a liderança e gestão em cenários de mudanças. Faça sua inscrição aqui.

 

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